Inteligência se aprende e não é determinada pela genética; Todo ser humano é capaz de aprender e ter consciência da própria aprendizagem; A escola promove o desenvolvimento do raciocínio e estimula o pensamento criativo; A escola incentiva a construção de autonomia intelectual e moral, inseparáveis e necessárias para construir uma ética para a vida; As pessoas constroem conhecimento na interação com o mundo; O acesso às tecnologias contemporâneas é um direito e uma condição para a vida no século 21; Aprender é estabelecer relações entre saberes; O conhecimento se constitui em grupo, na discussão e na crítica; O respeito pelos outros, a empatia, a solidariedade e a aceitação das diferenças são valores fundamentais para a vida em sociedade; Todas as pessoas têm o direito de viver bem e são responsáveis pela vida no planeta.
Apresentação da Escola

A História e os Nossos Princípios

A Escola Parque foi fundada no bairro da Gávea, no Rio de Janeiro, em 1970.

Em plena revolução cultural e comportamental, os valores tradicionais sendo universalmente questionados e as transformações se dando em ritmo fervilhante, surge a necessidade de rever o ensino e trazer a formação escolar para o cenário dos novos tempos.

A Escola Parque nasce naquele momento histórico com o desafio de formar novas gerações, tendo em vista as necessidades futuras da sociedade em que irão viver.

A postura de permanente reflexão e a busca nos grandes teóricos da educação, clássicos e contemporâneos - entre eles o educador brasileiro Anísio Teixeira - formou a base para a proposta educacional de escola construtivista.

Preparar cidadãos para um mundo em permanente transformação é o lema que vem norteando o trabalho pedagógico nas quatro décadas de existência da Escola Parque, sempre pautado pelo construtivismo e voltando-se para atividades ligadas à cultura e à sustentabilidade.

Em 2017, a Escola Parque passa a fazer parte de um grupo que une grandes escolas construtivistas, o Critique, que tem como proposta estimular trocas e intercâmbios de práticas e saberes pedagógicos entre as escolas participantes e assumir posição em relação aos temas relevantes para a Educação do país.

Sala de aula

1 - Inteligência se aprende e não é determinada apenas pela genética;

2 - Todo ser humano é capaz de aprender e ter consciência sobre a própria aprendizagem;

3 - A Escola promove o desenvolvimento do raciocínio e estimula o pensamento criativo;

4 - A Escola incentiva a construção de autonomia intelectual e moral, inseparáveis e necessárias para constituir uma ética para a vida;

5 - As pessoas constroem conhecimento na interação com o mundo;

6 - O acesso às tecnologias contemporâneas é um direito e uma condição para a vida no século 21;

7 - Aprender é estabelecer relações entre saberes;

8 - O conhecimento se constitui em grupo, na discussão e na crítica;

9 - O respeito pelos outros, a empatia, a solidariedade e a aceitação das diferenças são valores fundamentais para a vida em sociedade;

10 - Todas as pessoas têm o direito de viver bem e são responsáveis pela vida no planeta.

Em 1932, Anísio Teixeira foi um dos signatários do “Manifesto dos Pioneiros”, importante documento que defendia uma educação pública, gratuita, mista, laica e obrigatória, possibilitando a concretização do direito biológico à educação.

Anísio Teixeira apostava na educação voltada para a democracia e a liberdade de oportunidades. Criou o sistema educacional “ESCOLA PARQUE” onde as escolas, além do currículo básico, propõem o acesso a aprendizagens sobre trabalho e à cultura ampla da humanidade, desenvolvendo o senso de responsabilidade, de ação prática e de criatividade.

Em 1970, fundamos a nossa ESCOLA PARQUE, aqui no Rio de Janeiro, reiterando os ideais de educar para a vida e para a democracia. Temos por objetivo formar pessoas que se importem com o mundo onde vivem e que saibam viver no mundo e no tempo a que pertencem.

ESCOLA PARQUE não é apenas um nome, mas um conceito complexo e profundo, uma filosofia de Educação. Neste início de século, certamente Anísio acompanharia com entusiasmo a formação das novas gerações e conclamaria todos ao estudo, à discussão e às novas práticas, como sempre fez seu espírito inquieto.

Existem muitos construtivismos, desde a tendência estética iniciada na Rússia, no início do século 20, e que depois chegou às ciências da natureza e sociais, até a educação, em que hoje se reúnem, sob a etiqueta construtivista, diversas escolas que rejeitam um modo tradicionalista de transmissão de conhecimentos.

O construtivismo que se baseia na epistemologia genética, de Jean Piaget, não diz respeito diretamente à escola ou a qualquer método pedagógico, embora contribua muito para materializar um tipo de prática pedagógica escolar. A epistemologia genética é uma teoria que descreve como as pessoas constroem conhecimentos desde que nascem, o que é essencial para quem trabalha com aprendizagem. É na relação com o mundo, agindo sobre ele e recebendo sua ação, que o conhecimento se constitui. O conhecimento não está no sujeito nem no objeto, mas numa relação mútua que transforma ambos. É nessa inter-relação entre sujeito e objeto que o conhecimento se constrói durante toda a vida dos seres humanos.

A partir da epistemologia genética, a inteligência é uma característica humana, parte dos mecanismos de adaptação ao meio. Não existe um ponto de partida, um ponto zero, um momento de “não inteligência”. As práticas pedagógicas de uma escola construtivista partem do reconhecimento de que esta característica – a inteligência – não surge pronta como um dom hereditário. Ela precisa ser desenvolvida e o que determina maior ou menor desenvolvimento das capacidades do sujeito é a qualidade e a variedade das experiências trocadas com o meio.

Um ambiente com experiências desafiadoras e diversas provoca a capacidade de pensar e refletir sobre a realidade, o que gera mais conhecimentos e relações entre eles. Só existe aprendizagem quando o sujeito se apropria do conhecimento por meio de uma interpretação própria.

Tanto crianças quanto jovens sabem muitas coisas e são capazes de pensar com liberdade. Têm interrogações, suposições e julgamentos sobre os fenômenos que percebem na realidade, tanto os do mundo físico quanto os das relações sociais. Quando incentivados, eles costumam interessar-se por discutir suas experiências, suas dúvidas e descobertas. Uma escola construtivista acolhe seus interesses e questões, porque a escola e a realidade pertencem a um mesmo universo. O aluno é um sujeito cultural ativo, que produz transformações no mundo objetivo e transformações em si mesmo. À medida em que compreende e reflete sobre as relações e consequências de suas ações, ele constrói autonomia intelectual e moral. Diferente da concepção da escola que repete, recita e ensina conteúdos sem reflexão, a escola construtivista fala em agir, operar e construir a partir da experiência vivida, num processo permanente de aprendizagem.

O construtivismo traz a ideia de que nada está pronto, acabado, e esse é o encanto do conhecimento, que nunca termina, é permanente descoberta, um prazer para a vida toda.



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